fim...


- valeu por lembrar de mim- disse com voz amargurada e irônica
- como assim?
- por me chamar pra sair.
Eu sabia que ele não tinha culpa, que claro que ele chamaria se pudesse, mas eu não estava nem ai, tudo que eu queria era magoá-lo, da mesma forma que eu estava me sentindo magoada.
Eu queria que ele se sentisse culpado, mesmo sabendo que ele não merecia isso de mim, mas naquele momento eu não estava me importando com nada, eu só queria me livrar da dor, ou melhor, eu queria que ele sentisse a minha dor.
- você sabe que eu chamaria se pudesse. – disse tentando me consolar.
- o que eu sei é que na hora de fazer seus trabalhos, na hora que você precisa de uma rapidinha, ou de uma ajuda pra se aliviar você sabe muito bem me ligar.
Eu o estava magoando e ofendendo, uma pequena partir de mim ainda estava sã me dizia pra parar, mais eu não conseguia, era mais forte do que eu.
- então é isso que você pensa de mim? Perguntou com aquela voz seca que rasgou meu coração. Que é sou quero me aproveitar de você.
-  o que eu penso é que eu não aquento mais, eu – não – agüento –mais.
Gritei as palavras tanto tempo presa na minha garganta e coração.
- tudo bem então, eu vou te deixar em paz, não farei você mais sofrer.
- você não ainda não entendeu, não é? Por mais que eu diga você não entende.
- pelo amor de Deus então me explica.
- de qualquer jeito você vai me fazer sofrer. Se ficar comigo ou não. Eu te amo e esse amor ta me matando.
- então o que você que quer faça, me diz porque eu não sei? – falou levantando as mãos para cima como ato de desespero.
- queria que você ficasse comigo, entendeu- gritei entre lagrimas- que largasse ela e ficasse comigo, mas eu sei que isso não vai acontecer, nunca.
Ele tentou se aproximar, tocar meu rosto, mas deu um tapa na sua.
-Não toque em mim, nunca mais.
 E sair correndo sem olhar para trás, era a única coisa que eu podia fazer pra continuar viva, mesmo me sentindo completamente morta.

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